Pessoal, esse é um dos posts mais importantes que eu já fiz aqui no blog. Clicando na imagem ao lado ou aqui vocês poderão fazer parte de uma campanha histórica no Brasil. A campanha pela abertura dos arquivos da ditadura militar. A abertura desses arquivos tornará possível às famílias das vítimas saberem do paradeiro dos seus entes queridos desaparecidos por obra da ditadura militar. A partir da abertura dos arquivos, serão reconhecidos os torturadores e, a quem couber, poderá haver julgamento e punição.
Assinem. Façam esse pequenoesforço por quem fez tanto por nós, como nosso professor Renato Afonso, que foi um dos torturados mas, apesar disso (e felizmente), está vivo nos contando esta e outras histórias.
Pessoal, antes de postar o texto de Mateus, eu quero dizer que tudo o que eu recebo por e-mail eu posto. Isso não significa que o ponto de vista do autor é igual ao meu. Só que eu acredito na liberdade de expressão e não nego a quem quer "falar" aqui no blog essa oportunidade.
Portanto, críticas, elogios e sugestões sobre o texto a seguir e aos demais textos devem ser feitos aos seus respectivos autores.
Agora o texto de Mateus na íntegra:
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Será que foi sem querer?
Pra quem sabe um pouquinho de história moderna, achou bem estranho a denominação do movimento da Igreja Universal, o tal do dia D.
Mas pra quem não sabe o que realmente foi, eu vou fazer um brevíssimo resumo. Neste dia, aconteceu o inicio da batalha que com ajuda dos Aliados (A galera do bem, liga da justiça, parara parara parara) iniciou a libertação do continente europeu da ocupação Nazista (Os vilões, caras do mal e tal).
Pois é, se você pensou como eu, vai perceber uma coisa um tanto hilária. Será que realmente a igreja universal acha que são os caras do bem ? Eu acho que a pista deles caminha é na contramão, EU ACHO!
Mas sinto te informar que o pior ainda não passou! Eles foram além , opa! Esqueci o advérbio de intensidade, ELES FORAM MUITO ALÉM, e intitularam o movimento como : “A maior concentração de fé e milagres de todos os tempos!”, sim , você realmente leu milagres!Reza a lenda que lá eles fazem milagres. Pra mim o que eles fazem são bombas ideológicas,que atingem seus alvos(a camada pobre) com facilidade, pois sabendo que estes já estão fragilizados e precisando culpar algo por suas inglórias, se aproveitam e Sentam a Pua!
Oferecer um Deus tudo bem, prometer milagres err... quase tudo bem ! Agora cobrar por isto!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! É F#da.
Pessoal, segue o meu texto sobre o assunto. Espero que gostem, mas se não gostarem não deixem de comentar.
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O gol é mais embaixo.
Ouvir pelo rádio as partidas de futebol eram a única maneira de acompanhar o esporte para muitos torcedores nordestinos até meados do século passado. A radiodifusão era a grande responsável pelo entretenimento e informação familiares naquela época. Uma vez que as emissoras de rádio do Rio de Janeiro (que era a capital do país) e de São Paulo tinham maior alcance graças às frequências AM, o país inteiro ouvia aos jogos dessas cidades.
Assim sendo, alegar falta de regionalismo para justificar a atitude desses torcedores fora de contexto geográfico é, no mínimo, um argumento batido e facilmente refutável.
O futebol, como qualquer outro esporte, é também um movimento cultural. Toda a paixão envolvida, os comentários na mesa do bar, a chacota inter-torcidas, a defesa ardente pelas cores do time querido, são todos comportamentos típicos de um torcedor. Mas como um brasileiro do interior do país poderia nutrir tamanha paixão por um time cujos jogos não fossem transmitidos pelo querido radinho? Além de ser muito improvável exigiria muito da boa vontade do torcedor.
É bem mais fácil torcer pelo time que você acompanha. Por mais bem intencionado que o torcedor nordestino fosse e quisesse torcer pelos times da capital do seu estado, o máximo que ele conseguiria era saber dos resultados dos jogos na cidade mais próxima, ou esperar que seu time jogasse com um dos times do circuito RJ/SP. E isso dá um trabalhão se comparado a ouvir o "Mengo" no rádio todo domingo.
Pergunte, porém, a um torcedor idoso da capital pra qual time ele torce. Dificilmente ele dirá ser Flamenguista ou Corinthiano. Em Salvador, por exemplo, a hegemonia é de torcedores do Bahia ou do Vitória, embora encontremos também alguns torcedores do Ypiranga e do Galícia.
Como traço cultural que é, a paixão pelo futebol acaba sendo incorporada pelos filhos dos torcedores - que são criados acompanhando o time dos pais, na maioria dos casos. Esse é um dos motivos de termos hoje um número tão grande de torcedores jovens de times do sul/sudeste, embora sejam nordestinos.
Pessoal, encontrei um laboratório virtual da usp no qual é possível ver a física acontecendo diante dos nossos olhos através de animações e jogos em flash e Java.
Achei maravilhoso! Espero que vocês gostem!
Digite http://www.labvirt.fe.usp.br/categoriasappletslista.asp?time=20:25:18 em seu navegador ou clique aqui.
Toda vez que vejo um baiano palmeirense, um sergipano flamenguista, ou até mesmo, um paraibano vascaíno, sinto-me ofendido(a). Isso é um triste reflexo de uma imagem ridiculamente estereotipada e transmitida para todos.
Um torcedor que ostenta, com tanto orgulho, uma camisa que não lhe pertence (por não ser de sua terra) demonstra uma tremenda falta de regionalismo. Além do mais, quem toma tal atitude, está sustentando e dando credibilidade a um preconceito mal fundado e nacionalmente popular. Façam-me uma vitamina de abacate!
Estamos falando de um povo que não respeita a nossa cultura, nossa luta, e até nosso sotaque. A Bahia não é só rede e água de coco. É essa clara manutenção de poder que nos expõe ao ridículo em rede publica, com quadros “hilários”, sempre nos retratando como um baiano preguiçoso, festeiro, e tocador de berimbau, ou uma baiana do acarajé com fala arrastada.
Já passou da hora de nós começarmos a dar valor a nossa origem. Bahia ou Vitória, seja um torcedor consciente! Por uma questão de bom gosto ou de auto-respeito.